Na tarde da última terça-feira (5), o procurador geral dos Estados Unidos Jeff Sessions anunciou que a administração de Donald Trump vai suspender o programa Daca (Deferred Action for Childhood Arrivals), que concede status de legalidade a 800 mil imigrantes que entraram no país ainda crianças, conhecidos como Dreamers.

Antes do anúncio, muitos líderes empresariais manifestaram sua desaprovação em relação aos passos que a administração estava dando para a suspensão do programa. Em 31 de agosto, vários destes executivos, incluindo os CEOs da Amazon, Apple e LinkedIn – Jeff Bezos, Tim Cook e Jeff Weiner, respectivamente -, assinaram uma carta pública pedindo ao presidente norte-americano e aos líderes do Congresso que preservassem a iniciativa.

A organização bipartidária FWD.us, fundada por líderes da comunidade tecnológica em 2013, é um proponente ativo de uma reforma imigratória mais compreensiva. Entre os fundadores da organização estão o bilionário filantropo Bill Gates, o CEO do Dropbox Drew Houston e o investidor de risco Sean Parker. Depois do anúncio de Sessions, a FWD.us divulgou uma declaração expressando sua oposição à decisão de Trump e pediu ao congresso que aprovasse a legislação bipartidária para ajudar os Dreamers.

O CEO do Facebook Mark Zuckerberg denunciou o ato hoje (6) por meio de um post no Facebook e incitou o Congresso a favor dos Dreamers: “A decisão de acabar com o DACA não é apenas errada. É particularmente cruel oferecer a jovens o sonho americano, encorajá-los a sair das sombras e confiar em nosso governo, e, em seguida, puni-los por isso”, escreveu. “É hora de o Congresso agir para passar o Dream Act bipartidário ou outra solução legislativa que dê aos Dreamers um caminho para a cidadania. Por anos, líderes de ambos os partidos têm falado sobre proteger os Dreamers. Agora é hora de transformar essas palavras em realidade. Mostre-nos que vocês podem liderar. Nenhuma lei é perfeita, mas a passividade é inaceitável.”

Fonte: redação Forbes Brasil