Jovens que prestam vestibulares devem estar focados na carreira que escolheram para atuar com competência no mercado.

Uma das reclamações mais frequentes do mercado de trabalho é o despreparo que o jovem apresenta.

Não só com relação à profissão – o que é considerado normal quando se trata de estagiários -, mas com relação à falta de responsabilidade, de interesse, ao desrespeito à hierarquia e até mesmo à dificuldade de se expressar e de se relacionar. Problemas como esses podem ter origem na falta de direcionamento da vida profissional. E, ao contrário do que muita gente pensa, pode ser  solucionado antes mesmo de os alunos ingressarem nas universidades.

Para não fazer parte dessa estatística, não basta só escolher o curso superior que mais agrada. Segundo especialistas, para entrar com o pé direito no mercado de trabalho é importante, primeiramente, autoconhecer-se. E, a partir daí, buscar o caminho que mais se adapta a cada perfil.

“Hoje, se tem muitas profissões novas, as possibilidades multiplicaram-se, o que aumenta a dificuldade de escolha, mas possibilita uma maior chance de acerto”, afirma o gestor de Relações Institucionais do Centro Integração Empresa-Escola (Ciee-RS), Cláudio Bins.  O autoconhecimento é justamente a base do trabalho do Coach, profissional que ajuda a orientar e                     desenvolver qualidades nos profissionais. Richeli Sachetti, máster coach, especialista em carreira, assegura que, a partir desse trabalho, o jovem aprende a conhecer seu estado emocional, a trabalhar com planos e metas de processo para a conquista do objetivo-fim e ainda avalia seu potencial durante todo o trabalho. “Por meio de uma conversa dirigida, o jovem vai naturalmente organizar seus pensamentos e compreender seus sentimentos diante de uma escolha que exige significativa responsabilidade.”

O processo da escolha profissional pode ser demorado, mas tudo depende do próprio estudante. Richeli relata que, no trabalho de coaching, o jovem será conduzido a criar expectativa de futuro diante de sua vida, a construir uma visão a longo prazo e a identificar o que realmente é importante para ele próprio. “Vai descobrir quais são os valores pessoais que deseja conquistar por meio de sua prática profissional que realmente trará a felicidade”, exemplifica.

– Mudou de Emprego? Adaptação é um processo lento e que exige paciência.

 (Equipe InfoMoney)

 Mudar de empresa não é algo fácil. O profissional deverá passar por um  importante período de adaptação, o que exige paciência. Será preciso conhecer a equipe,  adaptar-se ao ambiente,  entender se os valores dele realmente se encaixam com os da empresa e se ele de fato é capaz de entregar o que é esperado.

 A grande questão é: quanto tempo leva essa adaptação?

 Especialistas em gestão de carreira concordam que não existe uma fórmula,  mas, para reduzir esse tempo e evitar ao máximo frustrações com a troca de empresa, é importante entender, da  forma mais clara possível, tudo sobre a nova empresa, sem deixar se influenciar apenas por um salário mais interessante.

Portanto, é recomendado avaliar, durante o processo seletivo, quais as características da nova empresa, se os valores combinam com os do candidato, se a empresa oferece um plano de carreira que atendam aos desejos do profissional e os demais aspectos que considerar relevante. Inclusive conversar com profissionais da empresa e mesmo fazer pesquisas na internet.

 Feito isso e tomada a decisão de mudar de empresa, será preciso esperar alguns meses para fazer uma análise no sentido de entender se a escolha realmente foi assertiva. Apesar disso, as  impressões já devem começar a ser coletadas desde o primeiro dia.

 De acordo com a professora do núcleo de gestão de pessoas da ESPM (Escola Superior de Propaganda e Marketing), Fátima Motta, o profissional deve estar, desde o começo, atento aos  aspectos que julga importantes em uma empresa, pois são essas informações que vão permitir a ele analisar se realmente fez uma escolha certa. Dependendo do caso, essa análise pode até motivar uma nova mudança.

Comparando com a posição anterior É importante compreender se a nova posição satisfaz o profissional, se está de acordo com seus valores e desejos e se vai proporcionar, por exemplo, a  segurança ou o status pelo qual ele anseia.

 Fazer comparações com a posição anterior, porém, não é recomendado, analisa a master coach, Richeli Sachetti. A coach entende que, quando os indivíduos se deparam com algo novo, automaticamente o cérebro recorre às experiências anteriores. Apesar de ser algo natural, o passado é passado e, se for para olhar a posição antiga, que isso seja feito apenas com o objetivo de melhorar a atuação atual tirando aprendizados.

Na prática, se o profissional observa que na nova empresa algum processo não é tão dinâmico quanto era na posição anterior, ao invés de se lamentar ou ficar na dúvida se fez a escolha certa ou não, ele deve entender quais eram os motivos que faziam com que determinado processo andasse bem na empresa anterior e tentar aplicar a lição na nova empreitada.

 No caso da adaptação com os membros da equipe, é importante entender que isso leva certo tempo. “Todo relacionamento é construído”, lembra Fátima. Ou seja, se o profissional estiver pensando que não se deu bem com a equipe, ele precisa avaliar que atitudes tomar para reverter essa situação e não ficar remoendo o passado.